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Lord of the Rings: Conquest

Postado por Rômulo Augusto | 16:31 | | 0 comentários »

Todo ser humano com um nível mínimo de informação deste planeta já deve ter ouvido falar da saga O Senhor dos Anéis – especialmente depois da épica trilogia de filmes dirigida por Peter Jackson. A fascinante história de J.R.R. Tolkien já rendeu, além dos filmes e produções em diferentes mídias, diversos jogos de vídeogame, sendo o mais novo exemplar The Lord of The Rings: Conquest.

LotRC (com iremos abreviar) pode ser classificado como um game de ação em terceira pessoa, estilo “Hack and Slash”, centrado basicamente no combate e uso intenso de botões para promover a pancadaria. Toda ação ocorre no ambiente já conhecido dos filmes, dos quais vemos até pequenos trechos no início de cada fase. Prepare-se, portanto, para reviver as batalhas épicas dos filmes, dos dois lados da história, do bem e do mal. Para os fãs será um verdadeiro refresco na memória poder não apenas se lembrar das batalhas, mas participar delas. Porém, seria este novo game um avanço ou retrocesso em relação à sua franquia?

Boa variedade recheada de missões banais

A história de Conquest no modo campanha não é muito diferente daquilo que já vimos nos filmes, com exceção da segunda etapa, na qual jogamos pelo lado do mal. Se você se perguntava como seria se a Sociedade do Anel tivesse falhado ou mesmo se Frodo não conseguisse jogar o anel na Montanha da Perdição, você terá as respostas. Inclusive, uma das primeiras missões da segunda parte da campanha é exatamente esta: impedir Frodo de aniquilar o anel.

Durante o progresso, o que o jogador praticamente fará é invadir, proteger e pilhar locais famosos dos filmes, entre eles Portões de Mordor, Minas de Tirith e Abismo de Helm, entre outros. Cada cenário vem recheado de vários objetivos como, por exemplo, dominar e defender determinados pontos de captura por tempo determinado, combater ondas de inimigos e enfrentar de vez em quando um herói como se fosse um chefe de fase. Apesar da aparente variedade, as missões se mostram repetitivas e banais em sua maioria.

Há vários tipos de inimigos no jogo: soldados, oficiais, capitães, gigantes e heróis. Os soldados são os inimigos mais fáceis de serem derrotados – até demais. Já os oficiais conseguem se defender mais efetivamente, sendo superados pelos capitães, estes sim, difíceis demais. Entre os gigantes, temos os Trolls e os Ents. Além disso, há também diversos monstros a serem derrotados e que até mesmo podem ser usados na batalha, como os Olifantes.

O jogador pode escolher entrar para a batalha utilizando uma das quatro classes: Guerreiros – fortes e mais eficientes no combate corpo-a-corpo, podendo usar ataques com espada flamejante; Batedores (Scouts) – não tão fortes como os guerreiros, porém hábeis e velozes no combate corpo-a-corpo, podem se camuflar adquirindo invisibilidade parcial para matar inimigos por trás (útil para capturar um ponto de controle esquecido ou matar um herói do outro time); Arqueiros – usando de flechas comuns, flamejantes ou envenenadas, são úteis no combate à distância e podem causar ferimento crítico ao inimigo; Magos - soltam raios e conseguem recarregar sua própria a saúde e de aliados, além de utilizar um escudo de defesa; e, por fim, os Heróis, que são versões melhoradas das classes de combatentes acima referidas. Os heróis possuem habilidades diferenciadas e num determinado momento da batalha temos a opção de jogar utilizando um deles.

Combates imprecisos e desequilibrados resultam em um game difícil

No geral cada classe de combatentes que o jogador escolhe (citada no parágrafo anterior) usa basicamente três a quatro diferentes tipos de ataques, mas essa diversificação não salva o jogo no quesito combate. Mesmo jogando no modo casual, o game se mostra muito difícil, graças a um sistema de batalha desequilibrado e impreciso. Desequilibrado porque, além do que já foi dito de inimigos fáceis e difíceis ao extremo, o computador não é muito inteligente no combate em equipe. Os personagens controlados pela IA que deveriam dar suporte, acabam deixando que o jogador cuide de toda a encrenca sozinho, enfrentando variadas classes de inimigos, estes sim, muito bem organizados no seu objetivo e quase sempre cercando e atacando por trás. Para piorar, há um número exagerado de oponentes por metro quadrado e isto somado a imprecisão de alguns golpes (especialmente no corpo-a-corpo) faz os diferentes comandos de ataque serem esquecidos, transformando tudo em uma overdose descontrolada de cliques no mouse. Em algumas fases, chega a ser desesperador ver o nosso herói cercado por todos os lados e sendo mais malhado do que um Judas.

Além disso, há diversas formas pelas quais o jogador pode ser derrotado. Morrer é a mais óbvia, mas ter inimigos demais em um ponto de controle também é fatal. É fato que LotRC se mostra um jogo difícil mais pelos seus problemas do que por qualquer outra boa intenção.

Boa performance em gráficos que deixam a desejar

Na qualidade gráfica Conquest fica aquém da geração de jogos atuais. Não que seja terrível, mas com certeza poderia ser melhor. Apenas alguns cenários do jogo realmente trazem mais qualidade – o restante deixa a desejar. As cenas ao fundo, por exemplo, não agradarão olhos mais exigentes. Há momentos de cores intensas, mas nada que impressione ou aproveite todo o potencial dos processadores nos computadores e consoles atuais. O que se destaca como positivo é a performance do jogo, que conseguirá ser rodado em resoluções altas como 1680 x 1050 com todos os filtros ligados e alta taxa de frames.

Há uma boa variedade de cenários que remetem aos filmes. Todavia, o design de cenários dos mesmos não chega a impressionar. Por vezes, há os infames muros invisíveis, ao mesmo tempo que em alguns lugares o jogador pode cair desavisado em um abismo. No mais tudo é feito dentro do óbvio sem nada muito interessante.

Já o som é satisfatório, preenche os requisitos para um jogo de batalhas épicas, com músicas condizentes, sendo que o único problema é a voz de um comandante que relembra infinitamente o jogador do que há de ser feito.

Multiplayer divertido, mas peca por não inovar

Para aqueles que quiserem se divertir acompanhados, LotRC traz alguns modos multiplayer, a começar da possibilidade de jogar toda a campanha no modo cooperativo. O único empecilho é a dificuldade de achar alguém para jogar, ou mesmo, quando se disponibiliza o jogo online, achar alguém interessado. Pela pouca quantidade de pessoas que encontramos, a melhor alternativa é mesmo ter paciência ou combinar previamente com algum amigo.

Os outros modos de jogos são os já encontrados em qualquer game que tenha funcionalidade multiplayer. No modo Conquest há uma disputa entre times para dominar pontos de controle do mapa. O clássico modo de captura a bandeira está presente, chamado de Capture the Ring - trata-se de um anel que é colocado em determinado local do cenário, geralmente no meio. Os times devem então levar o anel para a sua base respectiva. E, por fim, o clássico Team Deathmatch – nada mais do que o famoso mata-mata em dois times, que possui também uma variante com o Hero Team Deathmatch onde o jogador poderá jogar apenas com os heróis.

Neste aspecto online, o jogo é bem interessante e divertido. Contudo não traz nada de inovador. Além disso, o que pode atrapalhar é a tendência dos jogadores utilizarem algumas classes em exagero.

E vale a pena?

Respondamos a pergunta inicial: seria este novo game um avanço ou retrocesso em relação à sua franquia? Levando em conta tudo o que vimos até aqui, está certamente mais para um retrocesso, mas não a ponto de ser uma tragédia total. O jogo agrega valor por ser ambientado no universo do Senhor dos Anéis, por fazer com que jogador reviva a história nas batalhas épicas, pelos combates viscerais e pela possibilidade de sabermos o outro lado história que não foi contada nos cinemas – o do mal.

Por outro lado, não há como ignorar as limitações da jogabilidade de Conquest, especialmente no combate desequilibrado, difícil e impreciso, e apesar de oferecer diversão na parte online, não traz nada de realmente novo e inovador a um mercado já saturado com títulos semelhantes e melhores.
Aos menos exigentes e fãs da franquia, é uma boa pedida, com reservas. Mas, àqueles que procuram por algo realmente marcante, LotRC não atenderá as expectativas.

Análise: Red Faction: Guerrilla

Postado por Rômulo Augusto | 02:14 | | 0 comentários »

Trailer de lançamento na E3 2009


Em 2008, a Day 1 Studios fez o maior barulho em torno do lançamento de "Fracture", celebrando o grande uso de recursos de deformação de terreno na ação do jogo. Realmente a equipe conseguiu alguns efeitos impressionantes naquele game, mas o resultado final foi decepcionante, já que os recursos nunca chegaram a ser bem utilizados no genérico design do título.

Assim, as esperanças dos jogadores que adoram ver as coisas desabarem ou voando pelos ares se voltou para a franquia "Red Faction", pioneira em permitir interação com os ambientes.

Desde os tempos do Playstation 2, os fãs eram capazes de explodir paredes e outras estruturas, característica que volta com tudo neste terceiro game da série, "Red Faction Guerrilla".

Revolta em Marte

"Red Faction: Guerrilla" retorna ao planeta vermelho quase cinquenta anos depois dos eventos do primeiro "Red Faction". O protagonista é o engenheiro especialista em demolições Alec Mason, que chega ao lugar para ajudar o irmão Dan a derrubar estruturas abandonadas e coletar sucata. Claro que o pior logo acontece: a força militar linha dura que controla Marte, chamada EDF, ataca Dan e presume que Alec seja membro da organização rebelde Red Faction, que prega a libertação.

Escape da prisão e lidere a revolução
Desta forma, Alec é forçado a se unir ao grupo para não ser morto pela EDF. Bom para a Red Faction, já que o herói é um especialista em destruir tudo o que vê pela frente. Seja com uma marreta ou bombas pegajosas, Mason consegue causar muito estrago. Muito mesmo. De laboratórios abandonados a modernos prédios reforçados. Tudo pode ser detonado com um pouco de força bruta e criatividade - nada mais interessante do que ficar imaginando idéias de como destruir certas estruturas, tal qual lançar um veículo blindado desfiladeiro abaixo sobre um armazém.

Como há muito mais destruição por conta do poder dos consoles da atual geração, a Volition resolveu mudar o sistema de visão, que agora é em terceira pessoa para dar uma melhor sensação de escala e a própria navegação. Também mudou o esquema de missões, espalhadas em seis áreas que devem ser controladas para completar a revolução, em um estilo que se assemelha ao de "Saints Row", da mesma equipe, com mapas abertos e livres para serem explorados.

No meio disso tudo, claro, alguns tiroteios animados com direito a utilizar as mesmas técnicas de destruição a seu favor. Quanto mais barulho você fizer, maior o número de inimigos que irá atrair, mais ou menos como no esquema de estrelinhas de "Grand Theft Auto".

Porém, a valentia também tem suas vantagens, pois quanto mais moral você ganhar durante as ações, mais seguidores conseguirá angariar. Por fora, ainda há a incessante coleta de destroços, que garante essenciais upgrades e reforços no arsenal.

Demolição poderosa

Ainda que o design de personagens não fuja do genérico, com referências que podem ser apontadas em praticamente todos os lugares, como filmes famosos a jogos nem tão famosos assim, "Red Faction: Guerrilla" não decepciona na apresentação. É provavelmente o trabalho mais sofisticado da Volition, que caprichou bastante no motor gráfico e sistema de física.
A destruição promovida pelas bombas, tiros e colisões é real mesmo. Prédios grandes viram pilhas de escombros com bom realismo, exibindo uma complexidade ainda incomum no mercado. Vale tentar descobrir o ponto fraco das estruturas para destruí-las mais facilmente, assim como procurar explosivos próximos para potencializar o efeito dos disparos. A deformação de ambientes é bem interessante e ponto forte do jogo.

Martelo e outras armas pouco comuns
O restante também é bem realizado. As cenas de história são ricas em detalhes e contam a história sem frescuras, com animação e dublagem de boa qualidade. É fácil se identificar com os personagens e situações. Os gráficos nos momentos de ação também seguem o mesmo padrão, com minúcias interessantes e boa performance, ainda que o visual vermelho de Marte às vezes torne tudo um pouco enjoativo.

O polimento também pode ser conferido no modo multiplayer, que tem suporte para até 16 jogadores online. São modos bastante empolgantes, com divisões em grupos para realização de objetivos, com armas ainda mais destrutivas que no modo principal, além de várias opções de personalização e ranking. Como bônus, ainda há o modo Wrecking Crew, que permite que até quatro jogadores locais brinquem com minigames de destruição em rounds, com o mesmo controle.

Videoanálise: InFamous

Postado por Rômulo Augusto | 02:12 | | 0 comentários »

Descrição: Escolha entre o bem e o mal, em uma aventura caprichada, com controles sensacionais, cenários ricos e muita ação; videoanálise